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Montante de renegociações do crédito à habitação diminuiu em abril

O montante de renegociações do crédito à habitação baixou em abril para 707 milhões de euros, menos 138 milhões de euros face a março, de acordo com o Banco de Portugal.

Inês de Almeida Fernandes

O montante de renegociações dos contratos de crédito à habitação diminuiu em abril para 707 milhões de euros, registando uma descida de 138 milhões de euros face ao mês anterior.

No entanto, de acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP), são mais 264 milhões de euros em comparação com abril de 2025.

Devo renegociar o crédito à habitação?

Renegociar o crédito à habitação pode ser uma boa forma de reduzir a prestação mensal, ajustar o prazo do empréstimo ou melhorar as condições contratuais. A renegociação pode permitir a eliminação ou redução de comissões, alterações ao valor do spread ou do tipo de taxa associada ao crédito, o que se pode traduzir em poupanças significativas.

Naturalmente, renegociar um contrato da dimensão de um empréstimo à habitação é uma decisão que deve ser ponderada, mas não se trata apenas de uma solução de último recurso em caso de dificuldade. A renegociação pode e deve ser encarada como uma ferramenta de gestão financeira.

Quando devo renegociar?

O momento ideal para renegociar não é igual para todas as famílias e deve depender da análise de várias variáveis. As instituições financeiras não oferecem as mesmas condições a todos os clientes, pelo que discutir o assunto com o banco é um primeiro passo importante para perceber o que se pode alterar.

Ainda assim, as famílias devem estar a par das condições do mercado para evitar que as condições do empréstimo, nomeadamente as prestações, se tornem insuportáveis. Nesta altura de elevada volatilidade, com diversos conflitos a pressionar as economias, é preciso estar atento à inflação.

Na verdade, a taxa de inflação tem vindo a aumentar. Em abril chegou aos 3,4%, depois de ter estado a 2,7% em março, e o Instituto Nacional de Estatística (INE) prevê que, em maio, o indicador se tenha fixado em 3,3%.

Para já, o Banco Central Europeu (BCE) ainda não subiu as taxas diretoras, mas caso o indicador continue a acelerar, acabará por ter impacto nas decisões de política monetária do regulador.

Embora o BCE ainda não tenha subido as taxas de juro, as Euribor já têm vindo a aumentar e com elas as prestações da casa.

Antecipar todas as possibilidades é sempre prudente, particularmente para quem tem empréstimos com taxa variável.

Que tipo de taxa faz mais sentido?

O crédito à habitação pode ter três tipos de taxas com impactos diferentes na prestação: taxa variável, fixa ou mista.

A taxa variável acompanha a evolução da Euribor, o que significa que pode subir ou baixar ao longo do tempo, consoante o comportamento da Euribor.

A taxa fixa é, tal como o nome indica, o oposto. Garante estabilidade durante o período em que está em vigor e protege o cliente de subidas inesperadas que pudessem afetar a prestação. Já a taxa mista combina um período inicial em que o crédito tem taxa fixa e mais tarde passa a taxa variável.

Em momentos de incerteza quanto ao rumo da inflação e às decisões do BCE, a taxa fixa pode ser encarada como uma opção mais segura. No entanto, cada instituição financeira oferece condições diferentes a cada cliente, pelo que a decisão deve ser tomada após simulação e comparação de propostas caso a caso.

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