Agosto 2026 (mês 2): ETF SP500 na frente
A resposta à pergunta do título do artigo é: o ETF SP500. Mas apenas com 1 euro de diferença em relação ao ETF do ouro. E o PPR começou logo a perder. Como deve imaginar, é cedíssimo para fazer qualquer avaliação. Mas é assim que se começa.
Ao escolher um investimento, quase todas as pessoas fazem a mesma pergunta: qual rende mais? O problema é que a resposta depende sempre do período analisado. Há anos em que as bolsas lideram, outros em que o ouro surpreende e outros ainda em que os produtos garantidos acabam por ser a opção mais tranquila.
Para acompanhar essa realidade de forma simples e transparente, lançei em Julho de 2026 aqui uma nova rubrica mensal: “A corrida dos 1.000 €”.
Toda a gente sabe dizer qual foi o melhor investimento dos últimos cinco anos. O difícil é saber qual será o melhor nos próximos cinco. É precisamente isso que esta experiência pretende descobrir em tempo real.
No dia 6 de julho de 2026 comecei esta experiência. Foram "investidos" 1.000 euros em cinco alternativas diferentes: Certificados de Aforro, Certificados do Tesouro, um ETF do S&P 500, um PPR e um ETF de ouro. A partir de agora, todos os meses será feita a mesma pergunta: quanto valem hoje exatamente esses mesmos 1.000 euros?
Não haverá reforços, mudanças de estratégia nem substituição de produtos. As regras são simples: os investimentos mantêm-se exatamente os mesmos durante anos, para que seja possível acompanhar a evolução de cada um nas mesmas condições.
Porquê o dia 6 de Julho de 2026?
A ideia nasceu precisamente no dia em que começaram a ser vendidos os novos Certificados do Tesouro Série 5. Enquanto preparava os artigos e os vídeos sobre este novo produto, surgiu-me uma dúvida muito simples: será que daqui a cinco ou dez anos estes certificados vão revelar-se uma melhor escolha do que investir na bolsa, num PPR ou em ouro? Em vez de tentar adivinhar, decidi acompanhar a resposta com números reais.
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O objetivo não é eleger um vencedor nem dizer qual é o melhor investimento. É mostrar, com números reais, como diferentes tipos de ativos evoluem ao longo do tempo e ajudar a perceber que rentabilidade, risco e horizonte de investimento caminham sempre lado a lado. Afinal, uma corrida decide-se na meta, não nos primeiros metros.
Neste primeiro artigo apresentei-lhe os produtos e lancei-lhe um desafio: Escolha um produto diferente dos que conhece e veja se os seus resultados serão parecidos.
Ao fim de 1 mês, estes são os resultados.
Análise mensal
Como pode observar, logo no primeiro mês o PPR que escolhi desvalorizou e tenho lá menos do que o que investi. É assim que os mercados funcionam. A média das ações que fazem parte desse PPR desvalorizaram neste período. Será que vão recuperar? É o que vamos ver no mês que vem.
O ouro subiu, mas deve levar em conta que no dia 6 de julho - data em que subscrevi - o ouro estava em queda. No meu investimento original pessoal, já estive a ganhar 140% e agora só estou a ganhar 60%. Não sabemos como se vai comportar nos próximos meses.
Os Certificados de Aforro e do Tesouro são garantidos, por isso nunca descerão do que já lá tem.
O ETF SP500 cresceu 14 euros em apenas um mês. Ou seja, em um mês já teve metade da valorização que os Certificados do Tesouro só terão daqui a um ano. Mas vai ter muitos trambolhões entretanto.
O gráfico será atualizado todos os meses e acompanhará toda a evolução desta corrida.
Como poderão ver, apenas os Certificados de Aforro e do Tesouro já têm dados preenchidos. Isso explica-se por serem produtos com capital garantido e com prazos fixos (3 meses os de Aforro e 10 anos os do Tesouro). Portanto, já sabe quanto vai receber no futuro.
No caso do ETF, PPR e do ETC de Ouro, só saberá a cada dia, conforme a cotação que tiverem.
Os cinco concorrentes
- Certificados de Aforro — segurança máxima, com juros variáveis.
- Certificados do Tesouro — segurança fixa a longo prazo.
- ETF S&P 500 — crescimento, com risco.
- PPR — investimento diversificado com vantagens fiscais, com risco .
- Ouro — proteção, com risco.
NOTA IMPORTANTE: Nenhum artigo é conselho financeiro, nem é um incentivo para que faça o mesmo que eu. Os exemplos que dou não são uma sugestão de investimento. Não recebo comissões de ninguém e nenhum artigo é publicidade. Nunca invista dinheiro que lhe vá fazer falta nos próximos anos e resultados passados não garantem rendimentos futuros.
Daqui a um mês voltamos a fazer as contas. Talvez o líder continue a ser o mesmo. Talvez não. É precisamente isso que torna esta experiência interessante.