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Os 10 fundos de investimento nacionais que mais renderam esta semana (18 setembro 2026)

Sabe quanto pode render um Fundo de Investimento? Os 10 mais rentáveis em Portugal estão a render mais de 20% ao ano nos últimos 12 meses. Basta investir através de um (ou vários) fundo de investimento. Mas também pode ver desvalorizar o seu dinheiro. Todas as semanas vou mostrar-lhe quais foram os fundos portugueses (inclui PPR) - que pode subscrever no seu banco ou numa gestora de fundos nacional - que mais renderam e explicar o que estes resultados significam.

Pedro Andersson

O Top 10 desta semana (18 de setembro 2026)

Os fundos de investimento continuam a apresentar rentabilidades que podem surpreender quem está habituado apenas a depósitos a prazo ou Certificados de Aforro. Veja quem lidera, quem subiu e desceu esta semana e quais são os PPR que conseguiram chegar aos dez primeiros lugares.

Subscrever fundos de investimento é uma das formas mais simples de investir nas bolsas, usando o seu banco "normal", sem comprar e vender ações individuais.

Analisamos semanalmente o ranking da APFIPP (Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios) e explicamos o que estes resultados significam para quem investe ou está a pensar começar. Partilho semanalmente esta lista, porque é possível que o banco onde já tem conta comercialize alguns destes fundos sem nunca lhe terem sido apresentados.

É importante que perceba que não têm capital garantido e que rentabilidades passadas não garantem rendimentos futuros. Mas é uma fonte de informação importante para perceber como é que pode ganhar dinheiro com o seu dinheiro. Note que os valores referidos não incluem comissões de subscrição e de resgate. Deve informar-se com detalhe sobre aquele ou aqueles que lhe interessarem.

Esta semana, os dez fundos nacionais com melhor desempenho foram:

Caso queira subscrever algum destes fundos ou obter mais informações sobre como funcionam, comissões e condições, deve contactar a sociedade gestora no respectivo banco ou gestora de fundos. Basta ligar-lhes ou ir lá e perguntar como se subscrevem fundos de investimento.

Como já percebeu por esta amostra, num ano pode ganhar o equivalente a 20 anos em certificados de aforro, ou perder o equivalente a vários anos de juros se os mercados caírem e resgatar o que investiu. É precisamente por isso que estes fundos têm um nível de risco muito superior. Veja aqui a evolução semana a semana.

O Montepio Euro Energy continua isolado na liderança e reforçou ainda mais a rentabilidade dos últimos 12 meses: passou de 44,1% para 47,1%. A explicação é que este fundo tem dentro empresas ligadas à energia, que estão a ter lucros gigantescos com a crise no Irão. Quem investiu neste fundo está a “ganhar” bastante. Quando passar a crise, será previsível que descerá .

A diferença para todos os outros é agora enorme. O Caixa Ações Emergentes mantém o segundo lugar, mas a rentabilidade caiu de 36,1% para 29,3%. O Caixa Ações EUA sobe para terceiro, apesar de também ter recuado, de 29,9% para 28,0%.

Seguem-se o Montepio Multi Gestão Mercados Emergentes (26,7%), o GNB Mercados Emergentes (26,1%), o Sixty Degrees Ações Portugal – Categoria T (24,6%), o BPI Universal (24,5%), o BPI Portugal (24,2%), o Caixa Ações Líderes Globais (23,9%) e o Caixa Ações Portugal Espanha (23,8%).

Há uma diferença impressionante face à última atualização: apenas um dos dez fundos apresenta agora uma rentabilidade superior a 30%. Na atualização anterior eram quatro.

O que mudou em relação à última atualização?

🟢 Líder

O Montepio Euro Energy continua absolutamente destacado e vai em sentido contrário ao resto do ranking.

A rentabilidade anual aumentou de 44,1% para 47,1%, mais 3 pontos percentuais.

Mais impressionante é a distância para o segundo classificado. Na última atualização, a diferença entre os dois primeiros era de 8 pontos percentuais. Agora, entre os 47,1% do Montepio Euro Energy e os 29,3% do Caixa Ações Emergentes, existem 17,8 pontos percentuais de diferença.

📈 Maior subida

O BPI Universal é um dos fundos que mais beneficia das alterações no ranking. Passa do 8.º para o 7.º lugar, embora a sua rentabilidade anual tenha recuado de 27,4% para 24,5%.

Mas a maior mudança vem das novas entradas. O Sixty Degrees Ações Portugal – Categoria T entra diretamente para o 6.º lugar, com 24,6%, enquanto o BPI Portugal entra para o 8.º, com 24,2%.

Também regressa ao Top 10 o Caixa Ações Líderes Globais, agora no 9.º lugar, com 23,9%.

🆕 Entradas no Top 10

Há três entradas:

  • Sixty Degrees Ações Portugal – Categoria T — 6.º lugar, com 24,6%;
  • BPI Portugal — 8.º lugar, com 24,2%;
  • Caixa Ações Líderes Globais — 9.º lugar, com 23,9%.

Há aqui uma tendência interessante: dois dos três fundos que entram no Top 10 são fundos de ações nacionais.

❌ Saídas do Top 10

Saem três fundos:

  • Montepio Euro Financial Services, que ocupava o 6.º lugar;
  • Bankinter Mega TT PPR/OICVM – Classe C, que estava em 7.º;
  • Optimize PPR/OICVM Agressivo, que ocupava o 10.º lugar.

E estas duas últimas saídas provocam uma mudança particularmente relevante nesta rubrica.

Há PPR entre os melhores?

Não.

Pela primeira vez nas atualizações que temos acompanhado, não há qualquer PPR entre os dez fundos nacionais com maior rentabilidade nos últimos 12 meses.

Na última atualização ainda existiam dois: o Bankinter Mega TT PPR/OICVM – Classe C, com 27,7%, e o Optimize PPR/OICVM Agressivo, com 26,4%.

Agora, ambos desapareceram do Top 10.

É uma mudança interessante porque há poucas semanas chegámos a ter três PPR simultaneamente entre os dez primeiros. É mais uma demonstração de como estes rankings podem mudar rapidamente e de como uma boa rentabilidade passada não garante que um produto permaneça entre os líderes.

Quanto risco foi necessário assumir?

Também aqui há uma alteração interessante.

Dos dez fundos desta semana, cinco têm nível de risco 6 e cinco têm risco 5.

Na última atualização, sete dos dez apresentavam risco 6 e apenas três tinham risco 5.

Assim, o risco médio do Top 10 desceu de 5,7 para 5,5 numa escala de 1 a 7.

Mas continua a verificar-se uma característica que acompanha esta rubrica desde o início: não existe qualquer fundo com risco inferior a 5 entre os dez mais rentáveis.

Portanto, mesmo com a descida do risco médio, estamos a falar exclusivamente de fundos com níveis de risco relativamente elevados.

O que significa isto para quem investe?

Esta atualização é provavelmente uma das mais interessantes desde que começámos a acompanhar este ranking.

O primeiro classificado está a fazer praticamente o movimento contrário ao restante Top 10.

O Montepio Euro Energy passou de 44,1% para 47,1%, enquanto vários dos fundos seguintes perderam vários pontos percentuais de rentabilidade anual. O Caixa Ações Emergentes caiu de 36,1% para 29,3%; o Montepio Multi Gestão Mercados Emergentes passou de 34,0% para 26,7%; e o GNB Mercados Emergentes de 32,6% para 26,1%.

Isto também explica por que razão passámos de quatro fundos acima dos 30% para apenas um.

Há ainda uma segunda mudança que vale a pena acompanhar: os fundos de ações portuguesas ganham espaço. Dois deles entram diretamente no Top 10 — Sixty Degrees Ações Portugal e BPI Portugal.

Isso não significa que seja altura de comprar ações portuguesas ou de vender fundos de mercados emergentes. Significa apenas que a fotografia das rentabilidades dos últimos 12 meses está a mudar.

É precisamente esta a utilidade de acompanhar o ranking ao longo do tempo, em vez de olhar apenas para quem ocupa o primeiro lugar numa determinada semana.

A curiosidade desta semana

Há três números que resumem muito bem esta atualização:

47,1% — é a rentabilidade do Montepio Euro Energy, a maior desde que estamos a acompanhar esta rubrica.

17,8 pontos percentuais — é agora a diferença entre o primeiro e o segundo classificados.

Zero — é o número de PPR que permanecem no Top 10.

E há uma última curiosidade: enquanto o líder reforça a rentabilidade, 9 dos 10 fundos estão agora abaixo dos 30%.

É um excelente exemplo de por que razão nunca se deve olhar apenas para uma rentabilidade isolada e concluir que "os fundos estão a render 30% ou 40%". Neste momento, existe um fundo muito destacado do restante pelotão.



Antes de investir, lembre-se:

Perceba onde é investido o dinheiro e avalie se o produto é adequado aos seus objetivos e ao prazo durante o qual pretende manter o investimento.

  • Rentabilidades passadas não garantem ganhos futuros.
  • Não invista apenas porque um fundo lidera um ranking.
  • Verifique sempre o nível de risco e as comissões.
  • Invista apenas em produtos que compreende.
  • Diversificar continua a ser uma das melhores formas de reduzir o risco.

Atenção! Esta classificação mostra apenas a rentabilidade dos últimos 12 meses. Não significa que estes sejam os melhores fundos para investir hoje. Muitas vezes, quando um setor sobe muito, pode atravessar uma fase de correção nos meses seguintes. Um ranking deve servir para estudar tendências e não para tomar decisões impulsivas. Veja quando renderam nos últimos 3 e 5 anos, pelo menos.

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