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Juros dos depósitos a prazo voltaram a subir em abril

A remuneração dos novos depósitos a prazo de particulares voltou a subir ligeiramente em abril. A taxa de juro média fixou-se em 1,44%, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal.

Inês de Almeida Fernandes

Pedro Andersson

A taxa de juro média geral dos novos depósitos a prazo aumentou ligeiramente em abril para 1,44%, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

É o terceiro mês consecutivo em que se verifica uma subida da taxa de juro média dos novos depósitos, tendo passado de 1,42% em março para 1,44% em abril.

Os depósitos com prazo até um ano representaram 97% do total de novos depósitos em abril.

O montante de novas operações também aumentou 288 milhões de euros, totalizando 13 398 milhões de euros, o valor mais elevado da série histórica.

O que fazer?

Manter dinheiro em depósitos a prazo neste momento significa perder poder de compra, mesmo com a taxa de juro média a subir.

Os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos à inflação em abril mostram que, nesse mês, o indicador se fixou em 3,3%.

Ora, se a inflação estava em 3,3% e os bancos pagavam apenas 1,44% sobre os depósitos a prazo, o dinheiro na conta está a render menos do que aquilo que os preços sobem.

Além disso, ainda tem de retirar 28% de impostos aos juros que receber. Na prática, todos os meses, o valor real da poupança está a diminuir.

Que estratégias aplicar?

  • Diversificar aplicações: manter apenas uma parte em depósitos a prazo, para liquidez e segurança imediata.
  • Aproveitar alternativas seguras com mais rendimento: em Portugal, os Certificados de Aforro da série F continuam a pagar taxas superiores às dos depósitos bancários e são garantidos pelo Estado.
  • Investimentos de médio e longo prazo: quem puder arriscar um pouco mais deve considerar fundos de investimento, ETFs ou PPR com perfil adequado ao seu risco. O objetivo é procurar retornos que superem consistentemente a inflação.
  • Definir horizontes de tempo: o dinheiro de que vai precisar a curto prazo pode ficar em depósitos ou contas à ordem; o que só vai usar a médio/longo prazo deve ser colocado em produtos que realmente protejam contra a inflação.

Guardar dinheiro apenas em depósitos a prazo é, atualmente, um erro financeiro, porque os juros não acompanham a inflação.

A solução não é deixar de poupar, mas escolher onde aplicar para que o esforço de poupança não se transforme numa perda.

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