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Eletricidade: tarifário indexado sobe em junho e não compensa. Está na altura de sair?

Em Junho o preço da eletricidade indexada subiu. Está acima dos tarifários fixos mais baratos. Note que estes valores mudam de mês para mês. Tem aqui as contas para o ajudar a decidir a cada momento qual é a melhor opção do mercado.

Pedro Andersson

Tarifários indexados não compensaram em junho

Fechadas as contas de junho, a eletricidade indexada está mais cara do que os tarifários fixos mais baratos.

Fazendo as contas com a fórmula da Luzboa, o preço em junho foi cerca de superior a 16 cêntimos por kWh - igual ao mercado regulado.

Atenção: não confunda tarifários indexados com mercado liberalizado, ou livre. Este é especificamente o tipo de tarifário que sobe e desce todos os meses. Não é um tarifário normal.

Este tipo de tarifários é só para quem está sempre atento aos preços no OMIE (mercado ibérico da eletricidade) e está disponível para mudar de empresa fornecedora de eletricidade a qualquer momento e não vê nisso nenhuma complicação.

Se bem se lembra, entre 2019 e 2021 e entre 2022 e junho de 2024 quem aderiu a este tipo de tarifários, poupou centenas ou até milhares de euros. Neste verão, está numa tendência de subida que faz com que tenha temporariamente deixado de compensar.

O que são tarifários indexados

Para quem não sabe do que estamos a falar, há dois tipos de tarifários de eletricidade: um em que paga mensalmente um tarifário fixo pelo kWh e outro em que o preço é variável todos os meses, conforme o preço a que as empresas compraram a eletricidade nesse mês- seja caro ou barato - e acrescentam uma margem de lucro fixa (o ideal é perto de meio cêntimo). O tarifário indexado vale a pena quando a eletricidade está barata, mas deve sair dele quando a eletricidade (no mercado "abastecedor") está cara.

Aviso também que alguns consumidores achavam que estavam a poupar nos tarifários indexados porque olhavam para a fatura, mas esqueciam-se de somar as Tarifas de Acesso às Redes (TAR) ao preço do kWh que viam na fatura. Ou seja, devem somar sempre mais 6 cêntimos ao preço da energia + a margem de lucro (se não estiver contemplada no preço da energia).

A ideia é estarmos sempre atentos, para reorganizamos a nossa vida - de acordo com as alterações nos mercados - e gastarmos sempre o menos possível. Ser um consumidor informado é isto: agir de acordo com as circunstâncias.

Se não sabe o que é um tarifário indexado de eletricidade, leia este artigo (foi escrito quando compensava bastante).

O indexado dexiou de ser o mais barato

Num artigo que irei publicar nos próximos dias, farei a lista das 10 empresas de eletricidade mais baratas este mês, com tarifários fixos.

Não se esqueça de que deve levar em conta também o preço da potência contratada. Pode alterar estas contas, sobretudo para quem tem consumos muito baixos. Mas continuo a defender que deve levar em conta sobretudo o preço do kWh como critério principal, porque é o que mais pesa na fatura.

Mudem sempre que encontrarem um kWh mais barato noutra empresa. Faça as suas contas.

Para encontrar as empresas que têm tarifários mais baratos use o simulador da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) ou pesquise no Google “tarifários eletricidade”, contacte as empresas e compare o preço do kWh que está a pagar na sua fatura com os preços que lhe oferecerem. São elas que tratam da passagem da sua empresa atual para a nova. Não tem de fazer nada. Não tenho ligação a nenhuma empresa. Você escolhe a que quiser.

Se quiser poupar, tem de estar atento e ser uma pessoa informada. E agir com rapidez assim que encontrar mais barato. Verifique regularmente os tarifários das várias empresas e compare com o que está a pagar.

Se gasta 300 kWh por mês e, ao mudar, poupar 20 euros por mês, poupa 240 € por ano. Não desperdice as pequenas poupanças.

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