A resposta a estas perguntas está agora mais acessível do que nunca. Os simuladores da Segurnaça Social foram atualizados. Pode ver a reportagem do Contas-poupança desta semana aqui:
A Segurança Social atualizou vários simuladores que já existiam, mas que passaram a ser muito mais úteis. A principal novidade é que, depois de fazer a autenticação na Segurança Social Direta, os formulários ficam pré-preenchidos com grande parte dos seus dados, permitindo obter resultados personalizados para a sua situação concreta.
Em alguns casos, depois de fazer a simulação, pode até avançar imediatamente para o pedido do apoio sem sair da página.
Em reportagens anteriores do Contas-poupança já mostrei como pode descobrir se tem direito a algum dos mais de 40 apoios sociais existentes e como utilizar o novo simulador de pensões para saber qual poderá ser a sua reforma no futuro.
Leia mais: Segurança Social: mais de 60 apoios disponíveis — use este simulador e veja se tem direito
Agora é a vez de olhar para quatro simuladores que podem ser fundamentais em momentos decisivos da vida: desemprego, doença, parentalidade e abono de família.
Simulador de desemprego: saiba com o que pode contar
Perder o emprego é uma das situações que mais incerteza gera nas famílias. Saber antecipadamente quanto poderá receber de subsídio de desemprego pode ajudá-lo a planear melhor as suas finanças.
Para utilizar o simulador, basta entrar na Segurança Social Direta e escolher o "Simulador de desemprego".
Ao selecionar a opção "Simular com pré-preenchimento", o sistema recupera automaticamente vários dados já registados na Segurança Social.
Terá apenas de confirmar algumas informações, como:
- Local de residência (os apoios nas regiões autónomas podem ser diferentes);
- Número de elementos do agregado familiar;
- Se se trata ou não de uma família monoparental;
- Situações específicas que possam influenciar o cálculo.
Existe, no entanto, um aspeto menos intuitivo. O simulador pede que indique o valor do património mobiliário do agregado familiar, ou seja:
- Dinheiro em contas bancárias;
- Certificados de Aforro;
- Depósitos a prazo;
- Fundos de investimento;
- Ações e outros investimentos financeiros.
Outro dos campos que exige mais atenção é o dos rendimentos.
Terá de indicar a soma dos rendimentos brutos dos primeiros 12 dos últimos 14 meses.
Se recebe sempre o mesmo salário, a conta é simples: multiplica o valor bruto mensal por 12.
Depois, terá ainda de calcular o rendimento líquido aproximado, descontando:
- 11% para a Segurança Social;
- A taxa de IRS correspondente ao seu escalão. Basta pesquisar no Google “escalões de IRS 2026”
Embora a Segurança Social já possua estes dados, atualmente continua a ser necessário introduzi-los manualmente.
Depois de preencher todos os campos e indicar a data em que pretende simular o desemprego, o sistema apresenta imediatamente o resultado.
No exemplo utilizado pelo Contas-poupança, o valor do subsídio de desemprego seria de 1.088,58 euros por mês.
Naturalmente, o valor varia de pessoa para pessoa.
Quanto recebe se ficar de baixa?
Outra dúvida frequente diz respeito ao subsídio de doença.
Se ficar temporariamente incapaz para trabalhar, quanto dinheiro vai entrar na conta?
A resposta pode ser obtida através do "Simulador de doença".
O processo é semelhante ao anterior.
Terá de indicar os rendimentos referentes ao período solicitado nas instruções do simulador e preencher alguns dados relativos à sua situação profissional.
No exemplo analisado pelo Contas-poupança, uma baixa médica de 10 dias daria direito a um apoio de 273,07 euros, o equivalente a cerca de 27 euros por dia.
Este valor depende sempre dos rendimentos e do tipo de situação apresentada. Simule o seu caso.
Vai ter um filho? Simule o subsídio de parentalidade
O nascimento de um filho é um dos momentos mais felizes da vida, mas também traz novas despesas. Por isso, é importante saber antecipadamente quanto poderá receber de subsídio de parentalidade.
Ao utilizar o simulador, terá de indicar os rendimentos dos primeiros seis dos últimos oito meses e responder a algumas perguntas sobre a sua situação familiar.
No exemplo utilizado nesta demonstração, a futura mãe teria direito a receber 8.511 euros de subsídio de parentalidade.
Importa lembrar que este apoio não é atribuído automaticamente. É necessário fazer o respetivo pedido.
Tem direito a abono de família?
Muitas famílias não sabem se têm ou não direito ao abono de família.
O simulador de abono permite obter essa resposta em poucos minutos.
Basta indicar:
- A composição do agregado familiar;
- Os rendimentos;
- A situação dos filhos.
No exemplo apresentado, um casal com dois filhos não tinha direito ao abono de família devido ao nível dos seus rendimentos.
Se tivesse direito ao apoio, poderia avançar de imediato para o pedido através da própria plataforma.
Ferramentas que podem fazer a diferença
Uma das maiores vantagens destes simuladores é permitir que as famílias tomem decisões com informação concreta e não apenas com estimativas.
Saber antecipadamente quanto vai receber numa situação de desemprego, doença ou parentalidade pode ajudá-lo a:
- Criar ou reforçar um fundo de emergência;
- Ajustar despesas familiares;
- Avaliar a necessidade de poupanças adicionais;
- Preparar-se para períodos de quebra de rendimento.
- Calcular situações de pré-reforma.
Além disso, como os simuladores utilizam os dados reais registados na Segurança Social, os resultados são hoje muito mais próximos da realidade do que acontecia no passado.
Como aceder aos simuladores?
Para obter resultados personalizados, basta autenticar-se com:
- Chave Móvel Digital;
- Cartão de Cidadão;
- Palavra-passe da Segurança Social Direta.
Em poucos minutos poderá saber exatamente com o que pode contar nos momentos mais importantes da vida. E essa informação, muitas vezes, pode ajudá-lo a tomar melhores decisões.