A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação baixou em maio para 3,065%, menos 1,2 pontos base face a abril, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De recordar que, em fevereiro, a taxa de juro implícita tinha aumentado pela primeira vez em mais de dois anos, depois de 25 meses consecutivos de descidas. Em abril tornou a descer e o cenário repetiu-se no mês passado.
No que diz respeito aos empréstimos celebrados apenas nos últimos três meses, a taxa de juro implícita também baixou para 2,820% em maio.
Prestação média aumentou
A prestação média do total de créditos à habitação também subiu no mês passado. Fixou-se em 405 euros, mais um euro face a abril. Em termos homólogos aumentou dez euros.
Dos 405 euros de prestação média registada no mês passado, 198 euros destinaram-se ao pagamento de juros, ou seja, 48,9% do montante total. Os restantes 51,1% dizem respeito ao capital amortizado (207 euros).
Em maio, e pela nona vez consecutiva, a parcela relativa a juros teve um peso na prestação média inferior a 50%.
Relativamente aos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação em maio foi de 692 euros, menos dez euros relativamente ao mês precedente. Em comparação com maio do ano passado, trata-se de uma subida de 8%.
Capital em dívida continua a subir
O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação continua a aumentar. Em maio, subiu 643 euros, atingindo os 78 257 euros.
Em sentido contrário, nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 175 805 euros, ou seja, menos 1252 euros face a abril.