Investimentos

Os 10 fundos de investimento que mais renderam esta semana

Os fundos de investimento portugueses continuam a refletir as tendências dos mercados internacionais. Esta semana, o fundo mais rentável acumulou uma valorização de 40% nos últimos 12 meses, mas será essa a melhor opção para qualquer investidor? Analisamos semanalmente o ranking da APFIPP (Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios) e explicamos o que estes resultados significam para quem investe ou está a pensar começar.

Pedro Andersson

O Top 10 desta semana

É possível ganhar mais de 40% num único ano sem comprar diretamente uma única ação. Basta investir através de um fundo de investimento. Mas também pode perder dinheiro. Todas as semanas vou mostrar-lhe quais foram os fundos portugueses que mais renderam e explicar o que estes resultados significam.

Subscrever fundos de investimento é uma das formas mais simples de investir nas bolsas, usando o seu banco "normal", sem comprar e vender ações individuais. Foi assim que comecei a minha “aventura” de investidor aos 45 anos.

Há várias formas de encontrar estes fundos, mas a APFIPP faz um ranking semanal com essa informação. Vou passar a partilhar semanalmente esta informação, porque é possível que o banco onde já tem conta comercialize alguns destes fundos sem nunca lhe terem sido apresentados.

É importante que perceba que não têm capital garantido e que rentabilidades passadas não garantem rendimentos futuros. Mas é uma fonte de informação importante para perceber como é que pode ganhar dinheiro com o seu dinheiro. Note que os valores referidos não incluem comissões de subscrição e de resgate. Deve informar-se com detalhe sobre aquele ou aqueles que lhe interessarem.

Esta semana, os dez fundos nacionais com melhor desempenho foram:

No topo da lista mantém-se o Montepio Euro Energy, que reforçou a liderança e apresenta agora uma valorização de 43,1% no último ano, contra 40,2% na semana anterior. Seguem-se o Caixa Ações Emergentes, com 37,3%, e o Montepio Multi Gestão Mercados Emergentes, com 32,0%. Logo a seguir aparece o GNB Mercados Emergentes, com 31,9%, o que significa que quatro dos dez fundos do ranking continuam a apresentar rentabilidades anuais superiores a 30%.

Caso queira subscrever algum destes fundos ou obter mais informações sobre como funcionam, comissões e condições, deve contactar a sociedade gestora no respectivo banco ou gestora de fundos. Basta ligar-lhes ou ir lá e perguntar como se subscrevem fundos de investimento.

Como já percebeu por esta amostra, num ano pode ganhar ao equivalente a 20 anos em certificados de aforro, ou perder o equivalente a vários anos de juros se os mercados caírem e resgatar o que investiu. É precisamente por isso que estes fundos têm um nível de risco muito superior.


O que mudou em relação à semana passada?

🟢 Líder

Não há novo líder esta semana. O Montepio Euro Energy mantém-se no primeiro lugar e reforçou a vantagem: a rentabilidade dos últimos 12 meses passou de 40,2% para 43,1%, uma subida de 2,9 pontos percentuais. O Caixa Ações Emergentes continua em segundo, passando de 37,1% para 37,3%.

📈 Maior subida

O GNB Mercados Emergentes protagonizou a maior subida dentro do Top 10, passando do 5.º para o 4.º lugar, ultrapassando o Caixa Ações EUA. A rentabilidade anual aumentou de 30,6% para 31,9%.

🆕 Entradas no Top 10

Há duas entradas esta semana. O Caixa Ações Portugal Espanha entra diretamente para o 7.º lugar, com uma rentabilidade anual de 26,0%. Também regressa ao ranking o Bankinter Mega TT PPR/OICVM – Classe C, entrando para a 9.ª posição, com 24,3%.

Saídas do Top 10

Deixaram de integrar o ranking esta semana o Caixa Ações Líderes Globais, que na semana passada ocupava o 8.º lugar com 25,3%, e o Caixa Ações Líderes Globais PPR/OICVM, que estava em 9.º, com 25,0%.

Apesar destas alterações, mantém-se uma tendência interessante: energia e mercados emergentes continuam a dominar o topo da tabela. Entre os quatro fundos mais rentáveis, um é de ações do setor energético e dois estão diretamente ligados aos mercados emergentes.


Há PPR entre os melhores?

Sim. Esta semana há novamente dois PPR entre os dez fundos nacionais mais rentáveis.

O Optimize PPR/OICVM Agressivo ocupa agora o 8.º lugar, com uma valorização anual de 24,3%. O Bankinter Mega TT PPR/OICVM – Classe C regressa ao Top 10, também com 24,3%, ocupando a 9.ª posição. Ambos apresentam um nível de risco 6 em 7.

Em relação à semana anterior, mantém-se, portanto, o número de dois PPR, mas muda um dos protagonistas: sai o Caixa Ações Líderes Globais PPR/OICVM e entra o Bankinter Mega TT PPR/OICVM – Classe C. O Optimize permanece no ranking, embora a sua rentabilidade anual tenha recuado de 25,8% para 24,3%.

É mais um exemplo de que um PPR não é necessariamente um produto conservador. Existem PPR fortemente expostos a ações e com níveis de risco elevados. Antes de escolher um PPR, é essencial perceber onde é investido o dinheiro.

Quanto risco foi necessário assumir?

O padrão mantém-se muito claro: para aparecer neste Top 10 foi necessário assumir um nível de risco considerável.

Dos dez fundos mais rentáveis, sete apresentam nível de risco 6 e apenas três têm nível de risco 5. Não existe qualquer fundo com nível de risco inferior a 5 entre os dez primeiros.

Aliás, o risco médio do Top 10 aumentou ligeiramente face à semana anterior: passou de 5,6 para 5,7 numa escala de 1 a 7.

O líder, Montepio Euro Energy, apresenta risco 6 e valorizou 43,1% no último ano. Os três fundos seguintes também têm risco 6. Só a partir do 5.º lugar aparece um fundo com risco 5: o Caixa Ações EUA, que valorizou 31,1%.

A principal lição continua a ser a mesma: rentabilidades elevadas e risco andam normalmente de mãos dadas. Estes números não significam que estes fundos vão repetir estes ganhos nos próximos 12 meses.

A principal lição é simples: quem procura ganhos na ordem dos 25%, 30% ou 40% deve estar preparado para enfrentar oscilações significativas e até perdas temporárias durante o percurso. Antes de investir, vale a pena perguntar se conseguiria manter o investimento sem vender em pânico caso o fundo perdesse 20% ou 30% do seu valor num período de maior turbulência. Essa é, muitas vezes, a verdadeira medida do risco.

Como pode usar esta informação?

Este ranking não serve para correr atrás do fundo que mais ganhou no último ano. Serve para descobrir fundos que talvez desconhecesse, perceber quais os mercados e setores que estão a apresentar melhores desempenhos e acompanhar como essas tendências evoluem ao longo do tempo.

E esta semana há uma boa demonstração disso: o fundo que já liderava conseguiu aumentar a rentabilidade anual de 40,2% para 43,1%, enquanto outros fundos que estavam no Top 10 há apenas uma semana já desapareceram da lista.

Por isso, mais importante do que procurar "o melhor fundo" é perceber onde está a investir, quanto paga em comissões, qual o risco que está disposto a assumir e como esse investimento se enquadra numa carteira diversificada.

A curiosidade desta semana: o Montepio Euro Energy não só mantém a liderança como aumentou a rentabilidade anual em 2,9 pontos percentuais numa única semana de comparação, passando de 40,2% para 43,1%.

Um fundo que hoje aparece no primeiro lugar pode deixar de lá estar dentro de poucos meses. Por isso, mais importante do que procurar "o melhor fundo" é construir uma carteira diversificada e adequada ao perfil de risco.

Atenção!

Esta classificação mostra apenas a rentabilidade dos últimos 12 meses. Não significa que estes sejam os melhores fundos para investir hoje. Muitas vezes, quando um setor sobe muito, pode atravessar uma fase de correção nos meses seguintes. Um ranking deve servir para estudar tendências e não para tomar decisões impulsivas.


Antes de investir, lembre-se:

  • Rentabilidades passadas não garantem ganhos futuros.
  • Não invista apenas porque um fundo lidera um ranking.
  • Verifique sempre o nível de risco e as comissões.
  • Invista apenas em produtos que compreende.
  • Diversificar continua a ser uma das melhores formas de reduzir o risco.
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