O Governo definiu novas regras para os medicamentos gratuitos sujeitos a prescrição médica para os beneficiários do Complemento Solidário para Idosos (CSI), promovendo o uso de genéricos ou limitando o valor pelo preço de referência.
Num decreto-lei publicado esta terça-feira, o executivo recorda que assumiu a gratuitidade dos medicamentos em 2024, que na altura era de 50%, mas este período “permitiu avaliar a sua eficácia e identificar situações suscetíveis de gerar ineficiências, nomeadamente fenómenos de desperdício e opções de consumo menos eficientes, que devem ser acauteladas”.
“Neste contexto, reafirmando que a gratuitidade da medicação para os beneficiários do complemento solidário para idosos constitui um instrumento essencial de proteção social e de promoção da equidade no acesso ao medicamento, importa introduzir ajustamentos que promovam maior racionalidade e equidade na utilização dos recursos públicos, sem prejudicar o princípio da gratuidade”, lê-se no diploma.
Segundo o Governo, a alteração ao decreto original pretende “promover uma maior utilização de medicamentos genéricos e sustentáveis, mantendo a garantia da gratuitidade dos medicamentos para os respetivos beneficiários”.
Por isso, “no caso de medicamentos comparticipados integrados num grupo homogéneo, o valor máximo de comparticipação adicional” corresponde a 100% sobre o preço de referência, corresponde ao preço de venda (se for inferior ao preço de referência) e nos casos de receitas sem genéricos, o valor máximo a comparticipar será calculado a partir do preço de venda dos genéricos.
Em contas feitas este mês, o Governo anunciou que o CSI chegou, em dois anos, a mais 105 mil beneficiários, assinalando um reforço da cobertura e dos montantes deste apoio destinado aos idosos com menos recursos.
Entre abril de 2024 e junho de 2026, o número de beneficiários do CSI aumentou 75%, passando de cerca de 140 mil para 245,5 mil, contabilizou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), assinalando que o mês de junho registou o “número mais elevado de beneficiários de sempre”.
O MTSSS indicou ainda que, este ano, mais de 220 mil idosos beneficiaram de medicamentos gratuitos através do CSI.