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Taxa de juro média no crédito à habitação subiu novamente em agosto

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,162% em agosto. No mês passado, a prestação média foi de 418 euros, mais 24 euros em comparação com agosto de 2025. Sem entrar em preocupações exageradas, deve estar atento à subida da sua prestação.

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A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,162% em agosto de 2026. No mês passado, a prestação média foi de 418 euros, mais 4 euros face a julho.

Pode não parecer muito, mas só esta pequena alteração significa que gastou mais 288 euros no último ano, que teve de ir buscar a algum lado. Se está numa situação instável, ou aumenta os seus rendimentos ou terá de cortar em alguma outra despesa menos essencial. É assim que temos de agir no dia a dia para mantermos uma vida financeira estável: se uma coisa aumenta, temos de cortar noutra.

De recordar que a taxa de juro implícita tinha subido pela primeira vez em mais de dois anos em fevereiro, depois de 25 meses consecutivos de descidas. Em abril e maio voltou a descer, mas a tendência inverteu-se novamente em julho e repete-se agora em agosto, o segundo mês consecutivo de subida.

No que diz respeito aos empréstimos celebrados apenas nos últimos três meses, a taxa de juro implícita manteve-se em 2,910%, o mesmo valor de julho.

Prestação média aumentou

A prestação média do total dos créditos à habitação também subiu no mês passado. Fixou-se em 418 euros, mais quatro euros face a julho. Em termos homólogos, o aumento foi de vinte e quatro euros.

Dos 418 euros de prestação média registada em agosto, 209 euros destinaram-se ao pagamento de juros, ou seja, 50% do montante total. Os restantes 50% dizem respeito ao capital amortizado.

Relativamente aos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação em agosto foi de 744 euros, uma subida de 14,3% em termos homólogos. Isto é muito preocupante para quem assumiu créditos altos com rendimentos pouco elevados.

Capital em dívida continua a subir

O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação continua a aumentar. Em agosto, subiu 725 euros, atingindo os 80.188 euros. A explicação está em parte, nos c´reditos feitos a 100% para os jovens até aos 35 anos e ao preço muito mais elevado das casas. Há milhares de pessoas a pedirem valores cada vez mais elevados com pouco dinheiro de entrada. Se a Euribor disparar novamente, a prestação pode atingir valores muito grandes. Atenção a esta situação. Tenha um fundo de reserva para prever essa situação.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida também subiu, para 185.812 euros, mais 3.336 euros face a julho.

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