A taxa de juro média geral dos novos depósitos a prazo aumentou em junho para 1,55%, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
É o quinto mês consecutivo em que se verifica uma subida da taxa de juro média dos novos depósitos, tendo passado de 1,49% em maio para 1,55% no mês passado.
Os depósitos com prazo até um ano representaram 96% do total de novos depósitos em junho.
Tal como já tinha acontecido em maio, o montante de novas operações diminuiu. Verificou-se uma quebra de 206 milhões de euros em junho.
O que fazer?
Manter dinheiro em depósitos a prazo significa perder poder de compra, mesmo com a taxa de juro média a subir.
Os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos à inflação em junho, mostram que, nesse mês, o indicador se fixou em 3,2%.
Ora, se a inflação estava em 3,2% e os bancos pagavam apenas 1,55% sobre os depósitos a prazo, o dinheiro na conta está a render menos do que aquilo que os preços sobem.
Além disso, ainda tem de retirar 28% de impostos aos juros que receber. Na prática, todos os meses, o valor real da poupança está a diminuir.
Que estratégias aplicar?
- Diversificar aplicações: manter apenas uma parte em depósitos a prazo, para liquidez e segurança imediata.
- Aproveitar alternativas seguras com mais rendimento: em Portugal, os Certificados de Aforro da série F continuam a pagar taxas superiores às dos depósitos bancários e são garantidos pelo Estado.
- Investimentos de médio e longo prazo: quem puder arriscar um pouco mais deve considerar fundos de investimento, ETFs ou PPR com perfil adequado ao seu risco. O objetivo é procurar retornos que superem consistentemente a inflação.
- Definir horizontes de tempo: o dinheiro de que vai precisar a curto prazo pode ficar em depósitos ou contas à ordem; o que só vai usar a médio/longo prazo deve ser colocado em produtos que realmente protejam contra a inflação.
Guardar dinheiro apenas em depósitos a prazo é, atualmente, um erro financeiro, porque os juros não acompanham a inflação.
A solução não é deixar de poupar, mas escolher onde aplicar para que o esforço de poupança não se transforme numa perda.