Esta segunda-feira, a taxa Euribor voltou a subir em todos os prazos, com a taxa a seis meses a atingir um novo máximo desde outubro de 2024.
A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, fixou-se hoje em 2,991%, mais 0,013 pontos percentuais do que na sexta-feira e mais 0,884 pontos percentuais do que há um ano. É o valor mais alto registado desde outubro de 2024.
A Euribor a 12 meses subiu para 3,354% (+0,011 pontos), enquanto a taxa a três meses avançou para 2,624% (+0,004 pontos).
Esta informação é relevante para quem tem crédito à habitação, para que se possa manter a par da evolução das taxas e ter uma ideia do que vai acontecer à prestação da casa no mês seguinte, caso esteja na altura de ser revista.
No gráfico seguinte pode observar o comportamento das Euribor a seis meses num espaço de um ano.
A 10 de setembro, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas de juro em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho. Em junho, o BCE tinha feito a mesma subida, a primeira desde setembro de 2023, após oito reduções consecutivas iniciadas em junho de 2024. A próxima reunião de política monetária realiza-se dias 28 e 29 de outubro, em Frankfurt.
Além disso, os valores da Euribor são igualmente relevantes para quem tem ou pondera subscrever Certificados de Aforro. Em setembro, os Certificados de Aforro da Série F vão render a taxa máxima de 2,50%.
No Podcast desta semana, pode perceber como é calculada a taxa de referência dos Certificados de Aforro e se, estando no máximo permitido, este produto pode ser uma boa opção para o seu dinheiro.
No gráfico seguinte pode observar as oscilações da média da Euribor a três meses e o respetivo impacto nos Certificados de Aforro.
Numa altura em que a Euribor está em subida, com a taxa a seis meses a aproximar-se da barreira psicológica dos 3%, pode ser altura de fazer as contas à prestação do crédito à habitação. Se tiver dinheiro disponível, vale a pena equacionar se compensa amortizar parte do crédito para manter a prestação nos valores atuais. Isto aplica-se, claro, aos contratos com taxa variável.
Num crédito à habitação de 150.000 €, com uma taxa de juro de 4% e um prazo de 30 anos, uma amortização extraordinária de 1.000 € traduz-se numa redução de 4,77 € por mês na prestação, ou seja cerca de 57 euros por ano.